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Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa (DUSN)

Neurorretinite unilateral subaguda difusa (DUSN) | Dra. Laura Alves Valle
Artigo

Neurorretinite unilateral subaguda difusa (DUSN)

Por Dra. Laura Alves Valle · Oftalmologia & Uveítes

A Neurorretinite Unilateral Subaguda Difusa, conhecida pela sigla DUSN, é uma inflamação que acontece na retina e no nervo óptico, geralmente causada por parasitas muito pequenos (nematódeos) que entram no olho e provocam danos progressivos.

É uma doença rara, mas pode causar perda visual importante se não for diagnosticada e tratada a tempo.

Por que esse nome?

  • Neurorretinite → inflamação da retina e do nervo óptico
  • Unilateral → afeta apenas um olho
  • Subaguda → evolução mais lenta, ao longo de semanas ou meses
  • Difusa → a inflamação se espalha por várias regiões da retina

O que causa a DUSN?

A principal causa é um parasita (geralmente um pequeno verme) que chega à retina e se movimenta dentro dela.

Os agentes mais comuns são:

  • Toxocara
  • Ancylostoma (bicho-geográfico)
  • Baylisascaris
  • Outros nematódeos transmitidos por cães, gatos ou solo contaminado

O parasita entra no corpo normalmente pela ingestão acidental de ovos presentes em solo, alimentos mal lavados, mãos sujas, ou contato com animais infectados.

Não é transmitido de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas?

A DUSN costuma começar de forma discreta, com sintomas no olho afetado:

  • Visão borrada
  • Mancha escura no campo visual
  • Distorção da imagem
  • Aumento das moscas volantes
  • Sensação de piora lenta e progressiva

Nos estágios mais avançados, a visão pode diminuir significativamente.

O que acontece dentro do olho?

O parasita causa:

  • Inflamação da retina
  • Pequenos focos esbranquiçados que mudam de lugar
  • Danos às células que captam a luz
  • Inflamação do nervo óptico
  • Vasos dilatados e áreas de “apagadinho” na retina

Com o tempo, isso gera cicatrizes permanentes que prejudicam a visão.

Como é feito o diagnóstico?

O oftalmologista examina o fundo do olho em busca dos sinais típicos.

Muitas vezes o verme é visto se movimentando na retina — o que confirma o diagnóstico.

Além disso, podem ser solicitados:

  • OCT (avalia danos na retina)
  • Angiografia (mostra inflamação dos vasos)
  • Fotos de fundo de olho
  • Exames de sangue (dependendo do caso)

O diagnóstico precoce é essencial.

Qual é o tratamento?

O objetivo é matar o parasita e reduzir a inflamação o mais rápido possível.

O tratamento pode incluir:

1. Fotocoagulação a laser

Quando o verme está visível, o laser é aplicado diretamente sobre ele.

É o tratamento mais eficaz.

2. Antiparasitários

Como albendazol, por via oral, para ajudar a eliminar o agente.

3. Corticoides

Para reduzir a inflamação associada.

4. Cirurgia (vitrectomia)

Raramente utilizada, apenas em casos avançados.

A visão volta ao normal?

Depende de dois fatores:

  • Local onde o verme passou
  • Rapidez do diagnóstico e tratamento

Quanto mais cedo tratar, maior a chance de preservar a visão.

Quando o diagnóstico é tardio, pode haver sequelas permanentes.

Quando procurar um oftalmologista?

É importante buscar atendimento se houver:

  • Mancha escura na visão que não melhora
  • Visão borrada apenas em um olho
  • Sintomas visuais progressivos
  • Histórico de contato com solo contaminado ou animais
  • Suspeita de parasitose associada

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um oftalmologista. Em caso de sintomas, procure atendimento especializado.

Perda de visão progressiva em um olho?

Agende uma avaliação com a Dra. Laura Alves Valle, especialista em uveítes.

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